Mônica Marchett construiu sua trajetória na pecuária a partir da curiosidade por um animal registrado e da disposição para aprender. Mais de três décadas dedicadas à seleção do Nelore renderam à criadora reconhecimento pelo trabalho com a raça e pela liderança feminina no agronegócio. Em 2026, essa caminhada recebeu mais uma homenagem: a escolha como destaque feminino da 91ª ExpoZebu pela ABCZ Mulher.

Durante a Expoinel 2026, em Uberaba, Minas Gerais, Mônica recebeu criadores, amigos e parceiros no Sunset Mônica. Tião Parreira, do O Agro Tem Voz, esteve presente e registrou o encontro com a pecuarista no Parque Fernando Costa.

A fotografia que acompanha esta reportagem representa a homenagem do canal à criadora, apresentada na capa como “A Rainha do Nelore”. Por trás desse reconhecimento está uma história de mudança de profissão, aprendizado e dedicação à criação de gado.

De Caxias do Sul para uma nova vida em Mato Grosso

Antes de trabalhar com pecuária, Mônica atuava no ramo de malharia no Rio Grande do Sul. Segundo o histórico publicado pela Agropecuária Santa Mônica, ela deixou Caxias do Sul em 1986 e seguiu para Mato Grosso, onde passou a trabalhar na fazenda do pai, Sérgio Marchett.

Foi nesse contato com os animais que surgiu o interesse pelo Nelore. Uma vaca com uma marca diferente no rosto chamou sua atenção. Ao perguntar sobre a identificação, soube que se tratava de um animal PO, sigla de Puro de Origem.

A descoberta despertou a vontade de entender melhor os animais registrados. O começo, conforme o relato do criatório, teve dificuldades: faltavam informações, conhecimento sobre a raça e documentação de parte do gado.

Mônica passou a frequentar leilões e buscou formação. Em Uberaba, fez um curso de juíza e adquiriu animais registrados que ajudaram a formar a base da seleção. A evolução do criatório veio desse processo de aprendizado e das escolhas feitas ao longo dos anos.

Genética construída ao longo de gerações

O trabalho de seleção exige planejamento. A escolha de uma matriz ou de um reprodutor influencia os animais que vão nascer e as características que poderão permanecer no rebanho.

O Grupo Mônica informa que trabalha com doadoras, reprodutores e descendentes PO e POI, avaliados em competições e programas genéticos. Entre os objetivos declarados estão características de carcaça, precocidade, musculatura e padrão racial. A atuação pecuária do grupo abrange o Brasil e a Bolívia.

Na linguagem de quem está no campo, selecionar é decidir quais animais vão deixar filhos e o que se pretende melhorar nas próximas gerações.

Isso exige conhecer a origem do gado, acompanhar seu desempenho e avaliar os resultados dos acasalamentos.

Uma decisão tomada hoje pode influenciar várias safras de bezerros. Por isso, o trabalho de um criatório se desenvolve com acompanhamento e continuidade.

No caso do Grupo Mônica, a história da seleção também envolve a participação de Pedro Marchett, filho da criadora, e a expansão das atividades para além do território brasileiro.

Reconhecimento pela criação e pela liderança feminina

Mônica recebeu o troféu Nelore de Ouro na categoria Liderança Feminina. Em abril de 2026, foi homenageada pela ABCZ Mulher como destaque feminino da 91ª ExpoZebu.

A entrega aconteceu durante a programação do projeto EmpreenDelas, no Museu do Zebu, em Uberaba. A ABCZ destacou sua dedicação à seleção genética e a maneira como assumiu a condução dos negócios da família.

Na ocasião, Mônica também falou sobre a satisfação de saber que sua história inspira jovens, incluindo estudantes de medicina veterinária. O reconhecimento mostra outra dimensão de sua atuação: a influência sobre mulheres que estão entrando na pecuária ou construindo seu espaço no setor.

Leia também a notícia oficial da ABCZ sobre a homenagem.

Sunset Mônica reuniu o meio nelorista na Expoinel 2026

Realizado em 15 de outubro de 2026, no estande do Grupo Mônica, o Sunset integrou a programação do Shopping Nelore da Mônica na Expoinel 2026.

Conforme a programação divulgada para o evento, o Shopping Mônica foi organizado para o período de 8 a 18 de outubro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba. A programação incluiu oportunidades ligadas à genética Nelore, como sêmen, aspirações e prenhezes de diferentes famílias da raça.

O Sunset foi anunciado como uma oportunidade de confraternização entre criadores, amigos e parceiros, com espaço para apresentar o trabalho do criatório e compartilhar a evolução da seleção.

A presença do O Agro Tem Voz nesse encontro faz parte da proposta de aproximar o público das pessoas e dos trabalhos que movimentam a pecuária. Além de acompanhar preços e negócios, o canal mostra a criação, a genética e as histórias de quem dedica a vida à atividade.

Nelore Infinite aproxima o O Agro Tem Voz do trabalho de seleção

O O Agro Tem Voz agradece à Nelore Infinite por proporcionar esse contato com o mundo do Nelore e contribuir para a aproximação do canal com criadores e profissionais da raça.

Tião Parreira, do O Agro Tem Voz, desenvolve um trabalho de genética junto com Valdinei Valério, proprietário da Nelore Infinite. Essa parceria permite acompanhar mais de perto o trabalho de seleção e ampliar a troca de informações sobre a atividade.

O contato com os criatórios também contribui para uma comunicação mais próxima da realidade do campo, levando ao público o trabalho que existe por trás dos animais apresentados nas exposições e nos leilões.

O apoio da TratorTem às viagens e coberturas

O agradecimento se estende à TratorTem, parceira que acompanha o O Agro Tem Voz e apoia suas viagens, coberturas e trabalhos.

Esse apoio contribui para a presença da equipe nos eventos e para a produção de conteúdos sobre o agronegócio, aproximando o produtor rural das informações, dos profissionais e das histórias do setor.

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Tião Parreira | O Agro Tem Voz
Informação que Vale Arroba.

Fontes e referências